PHP "Vanilla" em 2025

26/12/2025 09:30 - Por Eduardo Montenegro

CrudKit: Por que construir um Boilerplate PHP "Vanilla" em 2025?

No ecossistema atual de desenvolvimento web, temos diversas opções de frameworks robustos como Laravel e Symfony, e camadas complexas de abstração como ORMs e Motores de Template. Embora essas ferramentas sejam poderosas, elas trazem consigo uma sobrecarga de dependências e uma curva de aprendizado que nem sempre se justifica para ferramentas de negócios internas ou painéis administrativos simples.

O CrudKit nasce de uma abordagem contrária: a busca pela maior simplicidade possível, sem abrir mão da segurança de nível corporativo.

A Filosofia: Simplicidade como Diferencial Estratégico

O CrudKit não tenta ser um framework completo. Ele é um boilerplate focado em agilidade. A ideia central é hospedar uma aplicação robusta em qualquer servidor PHP/MySQL(MariaDB) básico (incluindo hospedagens compartilhadas de baixo custo), mantendo o controle total sobre cada linha de código.

O que o torna "Técnico por Design":

  • PHP Moderno e Tipado: O projeto utiliza PHP 8.0+ com type hinting, funções modernas de internacionalização (Intl) e uma estrutura organizada que segue boas práticas de segurança, mesmo sem MVC.

  • Segurança Nativa (Zero Trust): A segurança não é um módulo adicional; ela está no core.

  • SQL Injection: Prevenção via Prepared Statements em 100% das consultas.

  • XSS: Sanitização automática na camada de exibição.

  • CSRF: Tokens de sessão validados em todas as requisições de escrita.

  • Auth: Hashing com pepper adicional e política de bloqueio por força bruta.

Arquitetura Anti-Mágica:

  • Sem ORM: A utilização de SQL puro garante que o desenvolvedor saiba exatamente o que está sendo executado no banco.

  • Sem Composer no Core: A ausência de dependências externas (vendor/) significa que o projeto é imune a vulnerabilidades de cadeia de suprimentos (supply chain attacks) e possui portabilidade instantânea.

Mergulho na Arquitetura

Camada de Dados e Auditoria

Diferente de outros sistemas simples, o CrudKit já nasce Multi-Tenant. A camada de conexão com o banco de dados é desenhada para isolar dados por organização/cliente nativamente.

Um dos recursos mais técnicos e valiosos é o Log de Auditoria detalhado. Ao realizar operações no banco de dados o sistema não apenas registra a ação, mas gera um diff do que foi alterado, permitindo rastrear exatamente qual campo foi modificado, por quem e quando.

Estrutura de Módulos "Flat"

Enquanto, normalmente se busca um desacoplamento total, o CrudKit utiliza uma abordagem de arquitetura de arquivo único para módulos. Cada arquivo/script contém:

  • Lógica de Processamento (POST/Action): No topo do arquivo.

  • Lógica de Recuperação (GET): No meio.

  • Interface (HTML/Vanilla JS): No final.

Essa escolha mantém o código organizado e reduz drasticamente a carga cognitiva de navegar entre Controller, Model e View para realizar uma alteração simples em um formulário.

Frontend: O Poder do Vanilla

O frontend segue a mesma premissa:

  • CSS Moderno: Uso intensivo de variáveis CSS para Temas (Dark Mode nativo detectado pelo sistema operacional).

  • JS sem Build Step: Sem Webpack, Vite ou NPM. Apenas JavaScript puro para interações de UI, mantendo a performance altíssima e o tempo de carregamento desprezível.

Conclusão

O CrudKit busca o equilíbrio entre algo "simples", que não signifique "limitado". Ao unir segurança corporativa com uma arquitetura flat, temos um boilerplate que resolve o problema real da maioria das ferramentas de gestão internas.

Eduardo Montenegro

Eduardo Montenegro

Especialista em tecnologia da informação